Grupo é suspeito de criar perfis fakes para cobrar taxas judiciais via Pix; alvo na capital amazonense está foragido.
A Polícia Civil do Amazonas cumpriu, nesta quarta-feira (4), dois mandados de prisão preventiva no município de Borba (a 151 quilômetros de Manaus) e um mandado de busca e apreensão na capital amazonense. As ações integram a Operação Falso Advogado, que mira uma organização criminosa especializada em estelionato eletrônico.
A ofensiva foi deflagrada originalmente pela Polícia Civil do Piauí, com apoio das forças de segurança do Ceará e do Amazonas, por meio da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Borba e da Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC).
O esquema criminoso
Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava uma tática de engenharia social para enganar as vítimas. O golpe seguia o seguinte roteiro:
- Criação de perfis: Os suspeitos criavam contas falsas em redes sociais utilizando fotos e nomes de advogados reais.
- Abordagem: Eles entravam em contato com clientes desses advogados ou pessoas com processos em andamento.
- Cobrança de taxas: Os criminosos alegavam que havia valores a receber ou decisões favoráveis, mas que era necessário o pagamento imediato de “taxas judiciais”.
- Pagamento via Pix: As vítimas eram orientadas a realizar transferências instantâneas para contas controladas pelo grupo.
“A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em estelionato eletrônico e invasão de dispositivos informáticos”, informou a polícia em nota.
Foragido em Manaus
Apesar das prisões efetuadas no interior do estado, o alvo principal do mandado de busca e apreensão em Manaus não foi localizado durante as diligências. O homem, que não teve a identidade revelada, é considerado foragido.
A polícia ainda não detalhou o montante do prejuízo causado pelo grupo nem o número exato de vítimas. As investigações continuam para identificar outros integrantes da rede criminosa e localizar o suspeito que fugiu na capital.
