Inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e à Justiça; pai da criança foi indiciado por maus-tratos com resultado morte
A Polícia Civil do Amazonas concluiu, nesta sexta-feira (31), o inquérito que investigou a morte de Raelyson Silva, de apenas 6 anos, ocorrida no dia 18 de julho, no município de Itapiranga, no interior do estado. O caso, que causou grande comoção no Amazonas, entra agora em uma nova fase com o envio das investigações ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) e ao Poder Judiciário.
A apuração foi conduzida pela equipe da 38ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Itapiranga e resultou em uma mudança no enquadramento jurídico do caso. Após a análise das provas, laudos periciais e depoimentos, a Polícia Civil alterou a tipificação inicialmente adotada.
O pai da criança, Reulist Valente Miranda, passou a ser indiciado pelo crime de maus-tratos com resultado morte, deixando de responder por homicídio doloso qualificado, hipótese considerada no início das investigações.
De acordo com o delegado Aldiney Nogueira, titular da 38ª DIP, os elementos reunidos durante o inquérito indicam que o investigado não tinha a intenção de matar o filho, mas de castigá-lo. Segundo a autoridade policial, durante as agressões, o homem utilizou uma mochila para atingir a criança sem verificar que havia duas facas em seu interior. Uma das lâminas perfurou o menino, que chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Civil também descartou a hipótese de homicídio culposo, entendendo que a conduta do investigado extrapolou os limites permitidos para qualquer forma de correção disciplinar. Conforme o inquérito, a pena prevista para o crime poderá ser agravada em razão da idade da vítima, que tinha apenas 6 anos.
Em vídeo divulgado à imprensa, o delegado Aldiney Nogueira detalhou os principais pontos da investigação e explicou os fundamentos que levaram à alteração da tipificação penal. Segundo ele, o encerramento do inquérito representa a conclusão da fase investigativa, cabendo agora ao Ministério Público analisar o material produzido e decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia à Justiça.
Assista ao vídeo em que o delegado Aldiney Nogueira apresenta os detalhes da conclusão das investigações e explica as mudanças no enquadramento do caso.

