Interrupção do serviço público provoca surpresa e indignação entre usuários; unidade atende principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade
O restaurante popular Prato Cheio, programa do Governo do Amazonas, teve o atendimento interrompido nesta quarta-feira (19), em Manacapuru, após, segundo informações, a unidade ficar sem gás para o preparo das refeições. A paralisação teria deixado cerca de 400 pessoas sem o almoço oferecido diariamente pelo programa.
A situação causou surpresa e revolta entre usuários, especialmente porque o restaurante oferece refeições pelo valor de R$ 1 e atende uma parcela da população que depende do serviço para ter acesso a uma alimentação de baixo custo.
A unidade de Manacapuru foi a primeira do Programa Prato Cheio, do Governo do Amazonas, a ser inaugurada no interior do Estado, em dezembro de 2021. Desde então, o espaço passou a fazer parte da rotina de moradores que utilizam o serviço como alternativa para garantir uma refeição diária.
Além da falta de gás, usuários relatam dificuldades no funcionamento da unidade após o desligamento de trabalhadores vinculados à Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (Aadesam), responsável pela execução do programa em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas).
As mudanças no quadro de trabalhadores também são alvo de apuração do Ministério Público Eleitoral (MPE), que solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) a preservação de documentos relacionados às admissões e desligamentos realizados pela agência.
De acordo com informações apresentadas na investigação, foram registrados 461 desligamentos e mais de 140 admissões entre os dias 1º e 3 de julho. O cenário levanta questionamentos sobre os possíveis impactos dessas mudanças na execução de serviços públicos destinados à população.
Para os usuários, a interrupção do Prato Cheio preocupa porque atinge diretamente pessoas em situação de vulnerabilidade. A suspensão das refeições, ainda que temporária, representa a perda de uma alternativa de alimentação acessível para centenas de moradores.
O caso também levanta questionamentos sobre a estrutura e a organização necessárias para garantir o funcionamento contínuo de um serviço público de caráter social. A falta de um insumo básico para o preparo das refeições surpreendeu usuários e gerou cobranças por esclarecimentos.
O espaço permanece aberto para manifestação do Governo do Amazonas, da Seas, da Aadesam e dos demais órgãos citados, que poderão explicar o que provocou a falta de gás, quais medidas estão sendo tomadas e quando o atendimento do Prato Cheio será normalizado.
Assista ao vídeo abaixo:
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