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Jovem esfaqueada e queimada à beira de rodovia em MG morreu ao fugir de cárcere privado, diz polícia

ByPor Redação

mar 4, 2024

As investigações da Polícia Civil de Minas Gerais concluíram que a jovem de 21 anos encontrada esfaqueada e queimada no dia 19 de fevereiro às margens de uma rodovia na região metropolitana de Belo Horizonte morreu após fugir de cárcere privado.

O principal suspeito é o namorado dela, de 40 anos. Segundo a polícia, após mantê-la em cárcere começou extorquir a família dela.

A vítima foi encontrada em chamas às margens da rodovia por um caminhoneiro, que chamou por socorro e acionou a Polícia Militar. Segundo as investigações, após ser socorrida, a jovem ainda tentou contar sobre o ocorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. O suspeito foi preso em flagrante no dia seguinte por policiais militares e apresentou identidade falsa.

Já no Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), para onde foi levado, ele apresentou novo nome falso. Em levantamentos conjuntos com as polícias Militar e Federal, a Polícia Civil se chegou ao verdadeiro nome do suspeito.

Segunda delegada Alessandra Wilke, chefe do DHPP, o suspeito tem extensa ficha criminal e passagens por diversas localidades utilizando diversos nomes.

“Depois que descobrimos sua real identidade, encontramos registros dele com diversos documentos diferentes no Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e até mesmo no Paraguai”, contou.

“Importante salientar que ele tinha como característica se relacionar com mulheres de forma possessiva e buscando alguma vantagem. Antes de vir para Minas, por exemplo, obtivemos informações de que ele havia saído do Rio de Janeiro possivelmente após a ex-namorada descobrir sua identidade”, completou a delegada, adiantando que as mulheres que ele visava eram quase sempre novas, atraentes e tinham boas condições financeiras.

Segundo o delegado Lucas Daniel Alves Nunes, responsável pelo inquérito policial, a Polícia Civil encontrou indícios de que desde o início do relacionamento com a vítima ele já premeditava obter vantagem financeira sobre ela.

Eles se conheceram em janeiro. A vítima morava no bairro Pindorama, na capital, e o suspeito logo se aproximou da família, sondando os bens pecuniários dos parentes dela e se voluntariando para cuidar dos filhos da vítima, problemas com vizinhos, entre outras intermediações”, esclareceu o delegado.

O suspeito já vinha acumulando dívidas com pessoas envolvidas com a criminalidade quando, então, começou a pedir empréstimos abusivos para a família da namorada.

“Ele pedia valores em torno de R$ 40 mil, que a família não tinha condições de fornecer. Neste momento, ele começou a privar a liberdade da vítima e a ligar para os parentes para pedir dinheiro, ficando mais agressivo”, explica Lucas Alves.

Perto do dia 14 de fevereiro, a jovem foi vista pela última vez em casa e depois não manteve mais contato com a família. Durante esse período, o suspeito exigiu novas quantias dos parentes, que não tinham como atender às exigências.

“As investigações revelam que no dia 19 de fevereiro a vítima sofreu ferimentos cortantes. Depois ela é incendiada ainda com vida. Com o corpo em chamas, ela vai até a rodovia BR-040, onde o caminhoneiro a localiza”, descreve o delegado.

“Importante dizer que as motivações nesse caso são múltiplas. Havia, sim, o intento patrimonial, mas há que se considerar também a relação de posse e objetificação feminina que o suspeito mantinha para com a vítima, além da ocultação da real identidade dele, a qual a jovem conhecia”, conclui.

Após a prisão em flagrante do investigado, a Polícia Civil ouviu 15 pessoas e esclareceu as circunstâncias, quais eram as documentações falsas fornecidas pelo suspeito e a real motivação do crime, em um inquérito com mais de 360 páginas.

Com informações: CNN Brasil

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