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Unidade prisional da PM é desativada após fuga de 23 policiais militares em Manaus

ByPor Redação

maio 12, 2026

Custodiados serão transferidos para nova estrutura na BR-174 após operação integrada

Uma operação integrada realizada nesta terça-feira (12) deu início à desativação do Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas, localizado no bairro Monte das Oliveiras, na zona norte de Manaus.

A ação reúne equipes do Ministério Público do Amazonas, da Polícia Militar e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

Mais de 70 policiais militares custodiados na unidade serão transferidos para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), instalada na BR-174, próximo ao Complexo Penitenciário Anísio Jobim. A operação, chamada de “Sentinela Maior”, mobiliza mais de 100 agentes de segurança.

A mudança ocorre após a fuga de 23 policiais militares registrada em fevereiro deste ano, episódio que expôs falhas estruturais e operacionais na unidade prisional.

Segundo a Seap, a nova estrutura funcionará no antigo prédio da Penitenciária Feminina de Manaus, posteriormente utilizado pelo Centro Feminino de Educação e Capacitação (Cefec). O espaço foi adaptado para receber policiais militares presos, com reforço no controle e monitoramento.

O antigo núcleo prisional era destinado apenas a praças da corporação, como soldados, cabos, sargentos e subtenentes, e funcionava de forma provisória. O Ministério Público apontou irregularidades e classificou a unidade como inadequada para custódia.

As investigações sobre a fuga resultaram na prisão de dois policiais responsáveis pela guarda no dia do ocorrido. Conforme a 60ª Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (Proceapsp), há suspeita de facilitação da saída dos presos.

O então comandante da unidade, major Galeno Edmilson de Souza Jales, também foi preso por decisão judicial. Dias depois, o governador Wilson Lima assinou decreto determinando a exclusão do oficial da corporação.

O caso segue sob investigação para apurar responsabilidades e possíveis falhas no sistema de segurança da unidade desativada.

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