Funcionários afirmam ter sido pressionados durante reunião com a presença do empresário Marmude Cameli e da candidata a deputada estadual Luana Ferraz; vídeos e fotos enviados ao Portal Ronda Geral AM registram o encontro
Denúncia recebida pelo Portal Ronda Geral AM aponta suposta pressão sobre trabalhadores durante reunião que teria contado com a presença do empresário Marmude Cameli e da candidata Luana Ferraz; funcionários temem represálias e pedem investigação
O proprietário do Estaleiro Juruá, Marmude Cameli, é alvo de uma denúncia por possível assédio eleitoral em Iranduba. Funcionários relatam que teriam sido reunidos pelo empresário para uma mobilização em favor da candidata a deputada estadual Luana Ferraz, esposa do prefeito Augusto Ferraz, levantando questionamentos sobre uma possível tentativa de interferência na liberdade de escolha dos trabalhadores.

A denúncia chegou à redação do Portal Ronda Geral AM por meio de funcionários que solicitaram anonimato por medo de possíveis represálias no ambiente de trabalho. Segundo os relatos, a situação teria causado constrangimento entre trabalhadores, que afirmam estar preocupados com uma eventual interferência na liberdade de escolha do voto e com possíveis consequências para a manutenção dos empregos.
Vídeos e fotografias encaminhados ao portal mostram a realização de uma reunião no ambiente do Estaleiro Juruá, com a presença de funcionários, do proprietário da empresa e da candidata Luana Ferraz. O material está sendo analisado pela reportagem e integra a apuração jornalística sobre a denúncia.
Caso seja confirmada a utilização da estrutura ou da relação de trabalho para pressionar empregados a votar em determinada candidatura, a situação poderá ser analisada pelas autoridades eleitorais como possível assédio eleitoral.
Para as Eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) incluiu na Resolução nº 23.610/2019 uma regra que proíbe expressamente a propaganda eleitoral e o assédio eleitoral em ambientes de trabalho públicos ou privados, estabelecendo que responde quem der causa ou permitir a ocorrência.
O Código Eleitoral também prevê crimes relacionados à obtenção ou tentativa de obtenção de voto mediante vantagem e à coação para votar ou deixar de votar em determinado candidato ou partido, mas a eventual configuração de crime depende da análise dos fatos e das provas pelas autoridades competentes.
Diante da gravidade da denúncia, funcionários defendem que o caso seja encaminhado às autoridades competentes para investigação e esclarecimento dos fatos. Entre as preocupações relatadas está a possibilidade de que trabalhadores se sintam constrangidos a manifestar apoio político por receio de sofrer consequências profissionais.
A reportagem do Portal Ronda Geral AM ressalta que a existência da reunião é demonstrada pelos registros audiovisuais recebidos, mas a eventual ocorrência de assédio eleitoral ou de crime eleitoral deverá ser apurada pelos órgãos competentes.
O espaço permanece aberto para manifestação do proprietário do Estaleiro Juruá, da candidata Luana Ferraz e dos demais envolvidos. Até o fechamento desta matéria, não havia sido apresentada à reportagem manifestação formal sobre as acusações.
Confira vídeos abaixos:

